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sábado, 9 de outubro de 2010

Músicas que mexem comigo (parte II)

Snuff
Slipknot

Bury all your secrets in my skin
Come away with innocence, and leave me with my sins
The air around me still feels like a cage
And love is just a camouflage for what resembles rage again...

So if you love me, let me go
And run away before I know
My heart is just too dark to care
I can't destroy what isn't there
Deliver me into my fate
If I'm alone I cannot hate
I don't deserve to have you...
Uh, my smile was taken long ago
If I can change I hope I never know

I still press your letters to my lips
And cherish them in parts of me that savor every kiss
I couldn't face a life without your light
But all of that was ripped apart...when you refused to fight

So save your breath, I will not hear
I think I made it very clear
You couldn't hate enough to love
Is that supposed to be enough?
I only wish you weren't my friend
Then I could hurt you in the end
I never claimed to be a Saint...
Uh, my own was banished long ago
It took the death of hope to let you go

So break yourself against my stones
And spit your pity in my soul
You never needed any help
You sold me out to save yourself
And I won't listen to your shame
You ran away - You're all the same
Angels lie to keep control...
Uh, my love was punished long ago
If you still care, don't ever let me know
If you still care, don't ever let me know...

sábado, 21 de agosto de 2010

Músicas que mexem comigo (parte I)

Depois da meia-noite
Capital Inicial

Dias de verão e noites de inverno
A cidade às vezes é o inferno
Criei então um universo
Onde tudo era perfeito e feito pra nós dois

Passamos muito tempo sentados na calçada
Falando sobre tudo e não dizendo nada
Seu sorriso vale mais de mil palavras
Deixa que o futuro fica pra depois

Depois da meia-noite nós acendemos as luzes da cidade
Nos abraçamos e ficamos juntos até nascer o sol

Noites de verão e dias de inverno
Poucos minutos parecem eternos
Você sabe, eu não sei mentir
Esse mundo perfeito nunca vai existir

Não quero esquecer as noites viradas
Falando sobre o mundo até a madrugada
Nos seus olhos eu vejo a verdade
Faça o que você fizer, diga o que você quiser

Depois da meia-noite nós acendemos as luzes da cidade
Nos abraçamos e ficamos juntos até nascer o sol

Por quanto tempo só nós dois [3x]

Depois da meia-noite nós acendemos as luzes da cidade
Nos abraçamos e ficamos juntos até nascer o sol [2x]

Depois da meia-noite... [4x]

domingo, 11 de julho de 2010

Korn III - Remember Who You Are

AEAEAEAEAEAE NOVO CD DO KORN! *ecstase*
Na verdade, o novo CD do Korn estrearia oficialmente em 13 de Julho (Dia Mundial do Rock), mas é claro que vazou e tudo mais... Então, vim falar desse maravilhoso CD (sim, é maravilhoso e, sim, eu já fiz minha pirataria básica novamente, mas não colocarei o link, porque acho filhadaputagem fazer isso com um CD que nem lançou/acabou de ser lançado).

Korn III - RWYA

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Pitty: Chiaroscuro

Bem, a Pitty está aí com novo cd: o Chiaroscuro!

Chiaroscuro


  • Chiaroscuro: "palavra em italiano que significa literalmente “claro-escuro”, é também uma das técnicas inovadoras de pintura usada por Leonardo Da Vinci, e se caracteriza pelo uso do contraste entre luz e sombra para representar um objeto, criando um efeito tridimensional. A radicalização do efeito de chiaroscuro dá origem a uma escola de pintura italiana conhecida como Tenebrismo. Durante o processo de gravação do disco, esse nome surgiu como uma síntese e um conceito para tudo o que estava sendo feito ali. Nas canções; que ora são mais sutis e sensoriais, ora são mais soturnas e densas. Nas imagens, registradas em preto, branco e todos os seus 256 tons de cinza. No quadro pintado durante a gravação por Catarina Gushiken, e do qual foi extraído a arte da capa do disco. A intenção não era se utilizar da técnica aprimorada por Da Vinci, e sim usá-la como exemplo para trazer à tona a sensação de contraste e dualidade. Leve e pesado. Luz e sombra. Céu e inferno, bom e mau, macio e áspero, doce e azedo. O ser humano vive impregnado por esse conceito de dualidade, de opostos complementares e necessários. O homem é, no mínimo, dois. Nenhum de nós é só sombra, e nem só luz. E o preto e branco surgem na arte do disco como símbolo sintetizador dessa dualidade e desse contraste entre extremos, embora na sonoridade a cartela de cores seja um pouco mais ampla devido às doses de psicodelia e texturas que pintaram na gravação."

Pintura sendo feita por Catarina Gushiken


E, como sou fã da Pitty, não poderia deixar de comentar esse trabalho que eu achei maravilhoso. Ele foi feito em um estúdio caseiro, o estúdio de Duda, o baterista, e produzido por Rafael Ramos, sem a preocupação de separar os instrumentos e etc, o que acho que deu um toque particular ao cd.

Gravando


E, uma das músicas que mais gostei foi Desconstruindo Amélia, que fala sobre como as mulheres têm de se vivar nesse dia-a-dia caótico: "Invoquei em escrever uma letra sobre um assunto- investigação-curiosidade: como seria a Amélia do século XXI ? Depois de queimar o sutiã , obter direito ao voto e passar a exercer cargos de comando em poderosas empresas, como sentem-se hoje as mulheres? Aliviadas por terem mais autonomia ou sobrecarregadas porque além dos afazeres domésticos acumulam a função de sustentar uma casa? Pesquisei , e não pude deixar de (re) ler O Segundo Sexo de Simone de Beauvoir; obra esta que me ajudou a clarear os pensamentos e a trazer para a música a seguinte frase: “Já não quer ser o Outro, hoje ela é Um também.” A Amélia de Ataulfo e Mario Lago mudou. Aquela que “era mulher de verdade e que não tinha a menor vaidade” hoje se desdobra entre a delicadeza de saber preparar uma refeição e a garra de acordar cedo pra ir trabalhar e tomar decisões. E, claro, se por acaso der pra fazer as unhas no intervalo do almoço, melhor ainda."
Em uma estrevista à Época, quando perguntada sobre a música, disse: "Muitas são (submissas). Todas as minhas amigas têm esse conflito (de deixar um pouco a vida de dona de casa de lado e curtir a vida) e sentem culpa por, às vezes, tentarem curtir um pouco mais a vida. Muitas tentam se livrar disso, que é algo tão antigo. As meninas brincam de boneca, que é uma preparação para a vida adulta. Enquanto isso, os meninos estão na rua, jogando bola, brincando de guerra. O maior conflito da mulher moderna é conseguir transitar entre todas essas obrigações e ser independente. As mulheres hoje trabalham fora, dirigem empresas, mas elas ainda são cobradas para cuidar da casa, dos filhos, das compras e ainda estarem lindas e maravilhosas para quando o marido chegar em casa querendo transar. Na música eu não tento resolver a questão, só tento descobrir quem são as mulheres de hoje em dia."

Aqui vão mais algumas explicações sobre outras músicas de seu novo álbum:
  • Água Contida: "Lá de Porto Alegre veio o grande Hique Gomez do Tangos e Tragédias para gravar um violino em 'Água Contida', que é uma música inspirada numa ária de Carmen de Bizet e tem uma pegada de tango com um refrão rock. A letra irônica e melodramática é escrita em primeira pessoa e fala sobre alguém em mais uma crise de choro que se olha no espelho e se acha patético, mas que também reconhece o alívio proveniente disso."
  • Todos Estão Mudos: "Nesse caso, eu fiz primeiro a parte instrumental. A harmonia toda, o riff. Quando ficou pronta, descobri que era uma canção de guerra, tinha um clima épico meio Sérgio Leone, e ao mesmo tempo meio tribal. A letra tinha de ser um hino, tinha de ter a mesma pegada. Aproveitei pra desabafar uma sensação que eu tenho de que na minha geração ninguém fala nada. As pessoas têm medo de dar opinião, porque o fato de ter uma opinião sobre alguma coisa virou ofensa pessoal. Você tem de ser politicamente correto o tempo todo, não ofender ninguém, não fumar, não beber e não nada. Isso me deixa aflita, porque acho que não é verdade, está todo mundo se reprimindo pra caramba. Aí veio a brincadeira com o Roberto Carlos. Se na época dele ele achava que todos estavam surdos, acho que na minha está todo mundo meio mudo." "Todo mundo quer ser bonzinho o tempo todo, as pessoas têm medo de dar suas opiniões, como se fosse ofensa pessoal. A gente nunca passou por uma ditadura, por uma guerra, nada tão radical que nos impelisse a ter esse espírito de mudança mais efetiva. Acho que é todo mundo muito passivo." "Essa geração nunca passou por grandes conflitos na política, por exemplo. Eles não viveram a ditadura, as Diretas Já, o impeachment de um presidente. Nada fez com que eles se mobilizassem. Eles se preocupam com coisas mais leves."
  • 8 ou 80: "Todas as pessoas que são intensas, que têm vontade de ser, de curtir a vida, de fazer o que estão afim sem ficarem preocupadas com o que os outros vão pensar. Por isso, muitas vezes, elas levam culpa. A sociedade continua tentando levar aquela vida pseudocorreta e por isso enxerga esse tipo de pessoa como culpada."
  • Me Adora: "É uma situação onde a pessoa foi vítima de calúnia e está desabafando." "A música começou a tocar nas rádios desde o dia 14 de julho. A filmagem foi sensacional e se transformou numa festa , a banda tocando no meio e todos dançando e enlouquecendo ao redor. No final, quando as luzes se apagam, uma surpresa. Viramos a noite no set de filmagem, e na manhã seguinte- sol na cara e óculos escuros - tive a sensação de ter participado de um sonho felliniano.Ricardo Spencer é o diretor ( já havíamos feito Deja Vu e Memórias) , e também editor desse novo vídeo. Iremos todos até a casa dele mais tarde pra assistir ao primeiro corte, e eu não vejo a hora."

Single "Me Adora"

E esse CD já vazou na internet \o/; Quando Pitty foi perguntada se isso a chateava, respondeu: "Não. É a nossa realidade. Não dá para ficar dando murro em ponta de faca. Eu, por exemplo, escutei no novo CD do Arctic Monkeys que vazou na internet e não tem nem data ainda para ser lançado. Mas sei que, quando o disco estiver nas lojas, vou comprar. Sou do tipo de pessoa que gosta de ter fisicamente os discos das bandas que admiro. Mas só posso falar por mim, né?"


E, quando perguntaram se ela acha que a indústria está perto de acabar com a pirataria, disse: "Com certeza está mais perto do que antigamente. Mas não sei de isso vai ter fim. O que me animou foi essa proposta que foi votada na Câmara dos Deputados nesta semana (a Proposta de Emenda Constitucional da Música, aprovada nesta quarta-feira, dia 5) a favor da redução de imposto sobre a venda de CDs e DVDs. Isso é ótimo! O que engorda a pirataria é o fato de esses produtos custarem caro. Tem gente por aí ganhando salário mínimo. Não dá para tirar R$ 20, R$ 30 para comprar um CD. Se a gente consegue reduzir o preço, é um argumento a mais para você chegar para as pessoas e dizer que agora elas já podem comprar o CD na loja, e não uma cópia mal feita na rua. "


Bem, eu já fiz minha pirataria báásica e baixei o cd. Quando conseguir juntar dinheiro o compro, pois também gosto de ter fisicamente os discos. Como sou filhadaputa legal, não colocarei o link pra download aqui. Se virem. ^^


Mas comprem, porque é um ótimo cd...mesmo. *-*